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Neste sessão, apresentamos artigos sobre os benefícios do Lithothamnium e estudos científicos sobre este composto orgânico. Para enviar seu artigo, entre contato pelo email tecnico@litholife.com.br e nos responderemos o quanto antes.

enriquecimento de cÁlcio de algas marinhas nos leites vegetais

A disponibilidade dos leites de origem vegetal vem crescendo no mercado. A demanda surge pela necessidade que muitos consumidores têm de substituir o leite de vaca, devido a diagnósticos ou restrições alimentares, como intolerância à lactose, alergia a proteína do soro do leite ou simplesmente por adotarem estilos alimentares como vegetarianismo ou o veganismo, que excluem parcialmente ou completamente fontes de origem animal.
Estes leites são extratos obtidos de alguma fonte vegetal, permanecendo com a textura similar e cremosa, para serem utilizados da mesma maneira que a versão animal: em receitas, bebidas como café, sobremesas, batidos com frutas, molhos, bolos, biscoitos, ou até mesmo puros. Eles podem ser produzidos a partir de amêndoas, coco, gergelim, arroz, aveia, castanha de caju, castanha-do-pará, soja, macadâmias, painço, entre muitas outras opções.
No entanto, nem todas as alternativas possuem a mesma concentração de cálcio quando comparadas ao leite de vaca, notando-se valores especialmente baixos, nas populares opções de soja e coco.

composiÇÃo nutricional

Confira a quantidade de cálcio que algumas opções apresentam:

 

Alimento Cálcio (mg)
Leite de vaca (100ml) 123
Gergelim (100g) 825
Amêndoas (100g) 237
Leite de Soja (200ml) 8
Castanha do Pará (100g) 146
Leite de coco (100ml) 6
Castanha de caju (100g) 1
Arroz tipo 1, cozido (100g) 4
Aveia em flocos, crua (100g) 48
Fonte: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Tabela brasileira de composição de alimentos-TACO. 2011.

 

Para quem necessita substituir o leite de vaca e seus derivados, na hora de escolher a versão vegetal é importante estar atendo à composição nutricional não só do cálcio, mas de macronutrientes como carboidratos, gorduras e proteínas.
Os leites de amêndoas, coco, castanhas e gergelim costumam ser mais ricos em gorduras e possuem menos carboidratos, ao contrário dos leites de aveia e arroz por exemplo, que são constituídos principalmente dos carboidratos.
A maioria também fica deficiente em nível de proteínas, comparado ao leite de vaca.
Por isso, para quem busca essa mudança, é necessário reequilibrar as fontes alimentares desses nutrientes, para não haver nenhuma deficiência. Vale considerar uma consulta com profissional nutricionista.

 

sobre a fortificaÇÃo do cÁlcio

Para adultos, a recomendação diária de cálcio é de 800mg a 1000mg dependendo da idade e sexo, segundo a Ingestão Dietética de Referência (Dietary Reference Intakes). Ressaltando que um dos principais motivos de procurar uma ingestão eficiente do mineral, é prevenir contra sintomas decorrentes da sua deficiência, como osteoporose.
O nutriente pode ser ingerido através de outras formas, como as folhas verdes escuras. Porém, a fonte preferida do nutriente pela população ainda é o leite, enfatizando assim a importância da fortificação das versões vegetais.
No Brasil encontramos versões do cálcio de fonte mineral para essa fortificação. Dois deles são bem comuns: os sais carbonato de cálcio (com biodisponibilidade aproximadamente de 69,7%), e o fosfato tricálcico (biodisponibilidade menor, de 38%). Os dois apresentam formas de absorção similares ou melhores se comparadas ao leite, que possui biodisponibilidade de 32,1%.
Outra alternativa seria o uso do cálcio de origem vegetal a partir da alga Lithothamnion, que possui uma capacidade absortiva relativamente maior, de 86,70%.

 

O uso de cÁlcio de origem mineral É a melhor alternativa?

Alguns estudos já demonstram que o uso do carbonato de cálcio como forma de suplementação, pode aumentar a excreção do próprio nutriente pelo corpo, diminuindo também as concentrações do hormônio da paratireoide (PTH), que em níveis baixos pode influenciar ainda mais a retirada de cálcio dos ossos.
Tanto o carbonato como o fosfato tricálcico já foram estudados e associados com a diminuição da absorção do cálcio no organismo, em casos de consumo regular. Isso afetaria o equilíbrio entre cálcio/fósforo e cálcio/magnésio, prejudicando a saúde óssea. Este quadro poderia ser mais agravado, se associado a baixas concentrações de vitamina D.
Estes resultados geram um questionamento sobre a real vantagem de se utilizar fontes de cálcio de origem mineral.

 

Capacidade de diluiÇÃo e apresentaÇÃo

Além disso, a eficácia da solubilidade tem sido questionada. Muitas opções de leite enriquecidos foram avaliados na prática, e é observado que a maioria das partículas de cálcio não diluem adequadamente e ficam depositadas no fundo das embalagens, obrigando os consumidores a tomarem medidas para a melhor homogeneização, como agitar o produto antes de ingerir.
Já é comprovado que alguns destes sais minerais, como o carbonato de cálcio, possuem pouca capacidade de diluição. Ainda assim, estudos abordam que, apesar de níveis diferentes de solubilidade, as opções acabam ficando similares em absorção.
Desta forma, vale considerar o uso de uma opção vegetal e orgânica, para fortificar os leites de origem vegetal, como o Lithothamnion.

 

Alga vegetal Lithothamnion

A alga, além do cálcio, traz mais 70 nutrientes importantes ao organismo.
Esta alternativa de enriquecimento tem sido amplamente utilizada por países europeus, é de fácil digestão, livre de toxinas, e proporciona produtos enriquecidos que se igualam em quantidades de cálcio do leite de vaca, com uma capacidade altamente absorvível.
Em média, 100ml dos leites vegetais fortificados com o Lithothamnion conseguem fornecer 120mg de cálcio de origem vegetal.

 

Uso em diversos setores

Considerada como uma macroalga, é uma opção de enriquecimento já muito utilizada para alimentação e melhora da capacidade digestiva de animais e para a correção do solo, na agroindústria.
Na parte da indústria cosmética, representa um ótimo estabilizante.
Para o consumo humano, representa uma boa estratégia de suplementação, não apenas de cálcio, mas de magnésio, fósforo, ferro, manganês e potássio, de forma equilibrada.
Na indústria alimentícia francesa, tem sido utilizada como forma de fortificação de pães há muitos anos.
O mercado no Brasil oferece muito espaço para novas opções. Alternativas ricas como esta são capazes de atender diferentes públicos e setores em crescimento, como por exemplo o orgânico e o vegano.

 

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